22 de junho de 2008

Programação Cultural em Aracaju, de 23 a 29.06.2008

Sumário de

PROgRAMAÇÕES CultURAIS


1 - CineCULT: IMPERDÍVEL!!! Para quem gosta de cozinhar ou comer, "Estômago"

2 - CAMPANHA HQ's

3 - onde ouvir CHORINHO em Aracaju

4- texto do jornalista e professor Alex Nascimento:"A força da primavera"
5 - Poesia - "A verdade", de Laura Riding
6 - Festivais de CINEMA: informe do MinC
7 - Outro filme bacana: "UM BEIJO ROUBADO"


Durante a semana atualizarei esta página...



programação completa do Forro no endereço eletrônico (link) abaixo:




FORRÓ CAJU 2008


Sabe aqueles filmes IMPERDÍVEIS?! Pois é... em cartaz até 5ª próxima um dessa rara extirpe:




(APENAS UMA SESSÃO, ÀS 15h00)

MAIS informações no site: http://www.estomagoofilme.com.br/imprensa.htm


  • sobre o filme:

    “Em uma sociedade onde uns devoram e outros são devorados, o cozinheiro joga um papel decisivo, e pode decidir qual é o melhor bocado. Este é o ponto de partida de Marcos Jorge para lançar um olhar nada complacente sobre a realidade brasileira contemporânea. Sob a aparência de uma comédia satírica, o filme nos oferece uma aguda reflexão social, que atravessa os diferentes extratos sociais. No país do “fome zero” e da “cultura antropofágica” exposta por Glauber Rocha, a parábola traçada pelo diretor aponta para as entranhas de uma contraditória realidade.”

    Jorge Jellinek – Diretor do Festival Int. de Punta Del Este


outro filme bacana e em cartaz:

http://www.umbeijoroubado.com.br/


2ª feira, 23.06.2008


CAMPANHA HQ's

A Biblioteca Infantil Aglaé Fontes de Alencar está realizando nos meses de junho e julho a CAMPANHA HQ´s para receber doações de Revistas em Quadrinhos (Gibis) e Revistas Infantís (Recreio e outras) para atualizar nosso acervo da Gibiteca.
Venha nos fazer uma visita e brincar de Pescaria e Jogo da Argola.No próximo mês, teremos uma programação especial de férias para vocês, aguardem!!E não esqueça! Traga aquelas revistinhas que você já leu!

A Biblioteca conta com todos nós!!



DIVULGUEM ESSA BOA NOVA!!!


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no Forró...

PALCO GERSON FILHO
21h00 Sena Forró da Roça
23h - Joésia Ramos Forró Rabecado
00h30 - Antônio Carlos D'Aracaju



PALCO LUIZ GONZAGA
21h - Dominguinhos
23h - Zé Ramalho
00h30 - Alceu



3ª feira, 24.06

PALCO LUIZ GONZAGA
21h - Anastácia & Oswaldinho
23h - Geraldo Azevedo
0h30 - Falamansa

FORRÓ CAJU 2008

4ª feira, 25.06

FORRÓ CAJU 2008

5ª feira, 26.06

FORRÓ CAJU 2008

6ª feira, 27.06

ouvir CHORINHO em Aracaju

Na rádio APERIPÊ, AM - Programa Domingo no Clube,


apresentado por Sérgio Thadeu, o programa, criado por seu pai há quase 22 anos, é uma verdadeira celebração ao Choro, buscando sempre apresentar novidades ou resgatar clássicos do fundo do baú। Um verdadeiro banquete pra quem gosta do ótimo Choro! Vai ao ar todos os domingos das 7 às 9h00।
contato: sergio@formatopropaganda.com.br


Programa Choros e Canções, Apresentado por Ricardo Gama,


o programa choros e canções vai ao ar na Aperipê FM sempre às 18h, de segunda à sexta। contato: chorosecancoes@aperipe.se.gov.br

CHORINHO AO VIVO em Aracaju
Cantinho da Boemia (Vieira)
às sextas- feiras, a partir das 20h30 Av. João Ribeiro,1416 - Bairro Santo Antonio, próximo à subida da ladeira.

Chorinho do Inácio
aos sábados, a partir das 16h00 e domingos, a partir das 14h00 Rua Canadá, 343 - B. Novo Paraíso (é uma transversal da Rua Rio Grande do Sul)
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No Parque da Cidade - Recanto do Chorinho (domingo, a partir das 17h00)

Egnaldo - Bandolim e voz e percussão
Souza Cavaquinho
Saul Violão
Dão violão
Rivaldo & Nancy - voz

http://recantodochorinho.50webs.com/index.htm


O telefone de contato do Recanto do Chorinho é 8135-2330.

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PALCO GERSON FILHO

18h - Trio Eugênio Bispo
21h - Nino karva
23h - Siba e a Fuloresta

PALCO LUIZ GONZAGA
21h - Amorosa
23h - Trio Nordestino

FORRÓ CAJU 2008


sábado, 28.06

FORRÓ CAJU 2008

domingo, 29.06
PALCO LUIZ GONZAGA

21h - Waldony's
23h - Quinteto Violado

FESTIVAIS UNIÃO LATINA Até 30 de junho


O Prêmio do Filme Documentário União Latina do Festival de Biarritz (França), no valor de três mil euros, será atribuído ao melhor documentário latino que apresente visão original sobre a diversidade das culturas nos contextos sócio-políticos nos paises da União Latina. Os documentários devem ser provenientes dos Estados membros da União Latina e devem ter sido produzidos após 31 de Dezembro de 2006. O Festival de Biarritz acontece de 29 de setembro a 5 de outubro. Outras informações: http://dcc.unilat.org/.





CURTA SANTOS Até 6 de julho




As inscrições para o VI Curta Santos estão abertas. Para a mostra Olhar Caiçara, podem ser inscritos curtas-metragens nacionais produzidos a partir de janeiro de 2004. Os filmes concorrem aos prêmios de melhor curta metragem, direção, fotografia, montagem, som, ator e atriz. O festival acontece entre 17 e 20 de setembro em vários locais de Santos (SP). Regulamento, inscrição e outras informações: www.curtasantos.com/.




MIX BRASIL Até 20 de julho




Estão abertas as inscrições para a 16ª edição do Festival Mix Brasil de Cinema e Vídeo da Diversidade Sexual. Os interessados em exibir suas produções no evento tem até o dia 20 de julho (filmes estrangeiros) ou 31 de agosto (filmes brasileiros) para realizarem inscrição. O Mix Brasil acontece em São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte, durante o segundo semestre de 2008. Regulamento, inscrição e outras informações: www.mixbrasil.org.br/.


Autorizamos a veiculação do conteúdo deste boletim em qualquer mídia, impressa ou digital, desde que citada a fonte. (do MinC)










"A força da primavera"





de Alex Nascimento*
alex.nascimento.redacao@gmail.com






Hotel Brisa Mar, 04 de junho. A cena da desocupação é desoladora. Os quatro andares de concreto mais parecem um navio negreiro ancorado na praia da Atalaia. Os vãos dos 138 apartamentos são buracos negros que vomitam os que sonham e lutam por abrigo. Um casal de jovens destoa do cenário. São estudantes da Universidade Federal de Sergipe, membros do movimento estudantil Resistência e Luta. Danilo e Laiane, 19 anos, lembram os jovens idealistas que lutaram pela democracia no Brasil. Falam com brilho nos olhos acerca da necessidade de políticas públicas voltadas para pessoas de baixa ou sem nenhuma renda. Eles e outros dezesseis acadêmicos voluntários ajudam às 350 famílias a retirar seus objetos.
No dia primeiro de maio, Dia dos Trabalhadores, 110 famílias ligadas ao Movimento Organizado dos Trabalhadores Urbanos, Motur, ocuparam o que deveria ser o Hotel Brisa Mar. "Depois outras vieram, muitas das quais da própria zona sul", onde fica localizado o prédio - assegura-me um dos coordenadores do movimento. Dentre as famílias que chegaram depois está a de Maria Beatriz, 46 anos, e seu marido Antônio Pereira dos Santos. Nada nela lembra a personagem da canção de Chico Buarque de Holanda. Beatriz é ex-cozinheira da antiga Tequila Café e ficou desempregada com o arrendamento da boate. Antes, pagava aluguel de um quartinho na Rua Bráulio Costa, próximo a seu antigo trabalho: "estou aqui para erguer minha cabeça de mulher e mãe. Criei dois filhos, trabalham, mas não podem me ajudar".
Bem no centro do hotel Brisa Mar, abaixo dos degraus que levam aos "quartos", há o que viria a ser, talvez, um lago para peixes. O suave barulho da água negra que escorre pelas escadas e cai nesse lago serve para que Claudine Moreira dos Santos, 34 anos, alagoana, acalente o pequeno Rodrigo de apenas um ano. Claudine, grávida de seis meses, tem cinco filhos, "seriam sete, mas dois morreram". Enquanto converso com ela, outras mães vão chegando: Juliana, 20 anos, dois filhos, até o final de junho nasce o terceiro; Ana Patrícia, diarista, 35, tem três guris e o próximo previsto para setembro; Lurdes, Fátima, Josefa, Maria.
A conversa com essas mães é interrompida por Paulo Henrique, da Comissão de Assessoria à Imprensa. Bastante gentil, Paulo, 23 anos, informa haver aproximadamente 80 mulheres grávidas, 20 deficientes físicos, e mais de cem crianças entre os ocupantes do hotel. Henrique, desempregado e "analfabeto", é ex-morador da "favela desorganizada Recanto dos Manguezais", no Augusto Franco. Ele conta que "entrei na luta para não entrar no crime". É ele quem explica como o convívio é estabelecido nos locais de invasão: "as pessoas são organizadas em grupo. Aqui são 25 com dez, doze famílias. Cada um tem um coordenador. A vigilância é o dia todo e cada grupo vigia por duas horas, dentro e fora do prédio, inclusive lá em cima. É para garantir a ordem e a segurança. Se não se enquadrar cai fora".
Por volta das 17hs, a maioria das famílias e seus pertences se encontram na rua detrás ao que deveria ser a entrada do hotel Brisa Mar. Dois caminhões estão estacionados para transportá-los ao local onde se dará nova ocupação – embora a informação seja mantida em sigilo. Muitos estão sentados em sofás surrados, puídos como o próprio rosto. Mas há calma e serenidade: comportam-se sabedores de que aquela ocupação fora uma dentre várias que terão que realizar até conquistarem quatro paredes.
Apesar do horário, os estudantes ainda sobem e descem os degraus do Brisa Mar, marcados para sempre pelo suor desses jovens. Alguns deles moram em condomínios com piscina, quadra de esporte, salão de jogos, parque infantil, área verde, salão de festas, churrasqueira etc. Isso não faz a mínima diferença. Eles estão ali porque preservam algo que a maioria de nós talvez já tenha perdido, e que os desabrigados não podem perder: a esperanças.
O sergipano Joel Silveira costumava afirma que os jornalistas, "depois de anos e anos manuseando fatos extraordinários, passam a achar tudo "ordinário", comum, banal, indigno de um mísero registro nas páginas dos jornais ou no quadrilátero brilhante dos aparelhos de TV". Talvez seja mesmo "um fato ordinário" a presença de jovens estudantes preocupados com questões sociais que, aparentemente, não têm nada a ver com a realidade deles. Mas talvez não. Talvez seja mesmo algo extraordinário que esses estudantes, em uma época de imbecilizante apelo ao consumo e ao individualismo, e da chamada morte das ideologias, "percebam que a luta por dignidade de alguns é condição para a dignidade de todos".
Em um dos pilares do hotel Brisa Mar há os "surrados" dizeres e o velho olhar do revolucionário que continua acalentando o sonho de pessoas com realidades tão distintas quanto a dos jovens estudantes do Movimento Resistência e Luta e as famílias do Motur: "... o homem pode destruir uma, duas, três flores, mas não pode com a força da primavera".





* Jornalista e Professor



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poesias de Laura Riding

O mapa dos lugares

O mapa dos lugares passa.
A realidade do papel se rasga.
Onde terra e água estão,
Estão apenas onde já estavam
Quando as palavras se liam aqui e aqui
Antes de navios acontecerem ali.

Agora de pé sobre nomes nus,
Sem geografias na mão,
E o papel é lido como antigamente,
E os navios no mar
Dão voltas e voltas.
Tudo sabido, tudo encontrado.
A morte cruza consigo por toda parte.
Buracos nos mapas dão em lugar algum.

(do livro MINDSCAPES, traduzido por Rodrigo Garcia Lopes)

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O Vento, O Relógio, O Nós

(do site: http://www.arlindo-correia.com/020505.html )


O vento penetrou por fim no relógio –
Cada minuto por si próprio.
Já não há sessenta,
Já não há doze,
É tão tarde quanto cedo.

A chuva dissipou os números.
As árvores não cuidam do que se passa.
O tempo tornou-se uma paisagem
De estóicos ramos e folhas suicidas –
Tão depressa pintados quanto despintados.
Ou talvez seja demais dizer isso,
Com o relógio a boiar em si próprio
E os minutos de licença para a morte.

O mar não é de todo imagem.
Para o mar, pois: agora é tempo,
E cada mortal é um marinheiro
Que jurou vingança contra o vento,
Arrojar a vida de novo aos finos dentes
De onde lhe saiu o primeiro silvo,
Um estúpido desafio de não se sabe o quê,
Guinchando em redor do relógio examinante.

Agora não existe sopro ou tiquetaque.
O barco afundou-se com os homens,
O mar, com o barco, o vento, com o mar.
O vento penetrou por fim no relógio,
O relógio penetrou por fim no vento,
O mundo saiu por fim de si próprio.
Por fim, fizemos sentido, tu e eu,
Tu, solitário sobrevivente no papel,
O ousar do vento e o cuidar do relógio
Tornado uma língua sem voz,
E eu, a história aí silenciada –

Há de mim algo mais a dizer?
Digo eu mais do que a hesitação estrangulada de si
A repetir-me palavra por palavra
Sem que uma pausa altere o guião,
Ou talvez querendo dizer outra coisa?

Tradução de João Ferreira Duarte, em "LEITURAS
poemas do inglês", Relógio de Água, 1993.
ISBN 972-708-204-1

trecho de "A verdade"

"Deixe a terra em paz. A verdade não deixa pegadas. (...) A verdade não faz ruídos./ Não siga a luz/ Que segue o sol/ Que segue a noite./ A verdade dança além da luz/ E do sol/ E da noite./ A verdade não pode ser vista".

Texto de Marcelo Coelho neste site: http://www.jornaldepoesia.jor.br/mcoelho1.html

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