4 de novembro de 2009

PROgCultSE! Arte e Cultura em Aju - Novembro 2009

Saudações!

Poesia sergipana em destaque!

Apresentaremos os poemas vencedores do PRÊMIO JOÃO SAPATEIRO DE POESIA POPULAR 2009, iniciativa da Secretaria de Cultura de Laranjeiras.

o RESULTADO FINAL contemplou:

1º Lugar: “Ode Ao Sapateiro” de José Sergival da Silva
2º Lugar: “Martelando na peleja” de Wedmo Dantas Mangueira Neto
3º Lugar: “Serviram minha cabeça” de Ivilmar dos Santos Gonçalves 

Menções honrosas:

“O Pega de Pedro Amaro com Seu Zezé de Boquim” de Gilda dos Santos Costa

“O Andarilho e o Tempo” de Edílson dos Santos Batista

“Herança” de Lucas Rodrigo Modesto dos Santos 

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Eis o 1º lugar:

ODE AO SAPATEIRO
de José  Sergival da Silva 
 

De cócoras,
O poeta contempla a rua.
Sua boca, nua,
Pita um pacaio
Desnuda o vento
Desbanca o lacaio. 
Seu olhar,
Na escuridão,
É um corrimão
Que liga o passado ao futuro.
Sua verve, o presente
Sem cerca nem muro. 
Guarda em suas mãos calejadas
O cabo do martelo e da torquesa
As solas coladas sobre a mesa
O talho das facas amoladas
Biqueira, salto e cadarço
Pisante de mesas abastadas. 
 
Sua sabedoria
Não vem só da lida com o couro
Mas da coroa de louro
Que sobre a cabeça ostenta
Vem das estrelas, vem do sol,
Vem das musas que o alimenta 
Vem das fases da Lua
Das estações do ano
Das mulheres cosendo pano
Do Lambe - sujo e Caboclinho
Das antigas ruas de pedra
De Laranjeiras, seu amado ninho. 
Nos casarões e sobrados
O Sapateiro ecoa seus versos.
Desvendando universos,
Prega tachinhas no solado do tempo
E seu serviço  é recomendado e bem feito,
E suas memórias, nosso legado, nosso alento.  

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No final do post as demais poesias.


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O Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira | Olhar Brasil solicita a todos os realizadores sergipanos que nos enviem seus contatos ( e-mail, endereço residencial e telefone) para uma atualização do nosso banco de dados.

Além dos contatos, também pedimos que os realizadores nos enviem uma lista com suas produções para que possamos ampliar o cadastro dos trabalhos realizados no nosso Estado. Essa ação serve também como um meio de fortalecimento das relações do NPD Orlando Vieira com todos os trabalhadores do audiovisual espalhados em Sergipe. Assim poderemos dar continuidade à missão do Núcleo no fomento à produção audiovisual sergipano.

Gratos pela compreensão

Att. Núcleo de Produção Digital Orlando Vieira | Olhar Brasil
Rua Lagarto nº. 2161, Bairro São José - Aracaju – SE
divulgacao.npdov@gmail.com
http://npdorlandovieira-aju.blogspot.com/
(79) 3211-1505


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EP da FERRARO TRIO

R$ 5,00



Contato com Rafael Jr: 79 8817-2488; e-mail: rafael.snooze@gmail.com

"Enviamos para todo o Brasil"


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E recém saído do forno, o cd do ARATRIO.

Formado por Alejandro Habib, Weide Morazi e Pequeno



Contatos: alejandrohabib@ig.com.br / weidemorazi@hotmail.com


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Sumário


Quarta, 04

1 - Clube do Jazz - todas as quartas-feiras, das 20 às 22h, na Aperipê FM

Quinta, 05

1 - ORSSE se apresenta no TTB

2 - no SESC Centro - EXPOSIÇÃO TOY ART + HUMOR de João Valdênio

3 - 5ª Mostra Pluriartistica Novembro Negro

Sexta, 06

1 - AGENDA do CHORO - Circular BR traz lenda viva do Choro nacional: Déo Rian

2 - Coletivo do Beco, no Beco dos Cocos

3 - Programação SUBÚRB!A


Sábado, 07

1 - Cia de Teatro Stultífera Navis, apresenta: ANTÍGONA, de Sófocles


Segunda, 09

1 - V Mostra Experimental de Artes - na UFS

2 - Projeta Brasil: filmes nacionais a R$2,00 no Cinemark

3 - Rua da Cultura


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e alguns dos próximos eventos...


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AGENDA
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Quarta, 04


Olá amigos do Clube do Jazz,

Nessa primeira semana de novembro, a música instrumental brasileira volta a ser vedette no Clube do Jazz.

Preparando as máquinas para o grande show dessa sexta, 06/11, de Luciana Rabello e Maurício Carrilho + Déo Rian dentro do Projeto Circular BR, o CJ traz uma seleção de músicos nacionais brilhantes: Raphael Rabello, Canhoto da Paraíba, Hamilton de Holanda, Jurandir Santana e muito mais.

Confiram release completo do show mais abaixo.
Sorteio ao vivo de ingressos durante o CJ.

Imperdível!

Um abraço e até lá,

Clube do Jazz, 4ªs, 20h, Aperipê FM, 104,9 - Acessem o Blog: http://programaclubedojazz.wordpress.com


Ernesto Seidl




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Quinta, 05




Enviado por Cristiane Cardoso:

A PARTIR DAS 19h, EXPOSIÇÃO TOY ART + HUMOR DO ARTISTA PLÁSTICO JOÃO VALDÊNIO NA GALERIA DE ARTE DO SESC CENTRO.

PROGRAMAÇÃO:
MESA REDONDA: TOY ART, CONTANDO COM AS PARTICIPAÇÕES DE JOÃO VALDÊNIO, MARCELO PRUDENTE (DESIGN E ESPECIALISTA/SE) E MILTOM GOMES COELHO (PROFESSOR ESPECIALISTA/SE).

ABERTURA OFICIAL DA EXPOSIÇÃO

PARA QUEM É PROFESSOR, JÁ ESTAMOS AGENDANDO MEDIAÇÕES CULTURAIS. FALE CONOSCO E SAIBA MAIS SOBRE A EXPOSIÇÃO...

INFORMAÇÕES: 3216-2753
WWW.SE.SESC.COM.BR
CULTURA/ SESC-SERGIPE


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começa em Aracaju a

5ª Mostra Pluriartistica Novembro Negro

O Coletivo de Artistas Afro-Descendentes apresenta a 5ª Mostra Pluriartística Novembro Negro. O tema escolhido para a Mostra em 2009 – já se vão oito anos de história, é bom que se frise – será “Educação, Cultura e Arte como Forma de Inclusão Social”. Escolha, diga-se, muito feliz e inspiradora. Feliz, porque acredito que Cultura, Arte e Educação juntas podem tornar a sociedade mais humana, mais justa, e, conseqüentemente, livre de qualquer tipo de preconceito. Inspiradora, pois a temática me motivou a escrita de um pequeno texto que desejo socializar com vocês.

abertura: dia 05.11

Coletivo de Artistas Afro-descendentes Novembro Negro

Site: www.novembronegrose.com.br
e-mail/msn: novembro-negro@hotmail.com

Contatos / Coordenação do Evento

Anselmo 8843-9041 / Reall 8108-8247 / DEA-João Emanuell 7031-1877/João Santos 8119-9307


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ORSSE se apresenta no Teatro Tobias Barreto



Concerto dos “Temperamentos” marca estreia de obras; trombone-baixo é destaque

Na próxima quinta-feira, 05 de novembro de 2009, às 20h30 no Teatro Tobias Barreto, a Orquestra Sinfônica de Sergipe, sob a direção do Maestro Guilherme Mannis, fará um concerto especialmente dedicado à interpretação de obras valiosas e raramente tocadas no mundo musical contemporâneo. Inserida na Temporada 2009 de Concertos, a apresentação trará o trombonista-baixo da Orquestra Sinfônica Brasileira, Antônio Henrique Seixas, um dos maiores expoentes em seu instrumento na atualidade, para a execução de uma peça americana muito alusiva aos filmes de Hollywood e aos musicais da Broadway: o “Concerto para trombone baixo” de Eric Ewazen. Também no programa, além da abertura “Abolição da Escravatura”, do compositor paranaense Alexandre Brasolim, a Sinfonia “Os Quatro Temperamentos”, do compositor dinamarquês Carl Nielsen (1865-1931). Todas as peças serão estreias: duas delas em Sergipe, e uma no Brasil.

“Os quatro temperamentos”: a Sinfonia nº2 de Carl Nielsen tem por objetivo, em cada um dos movimentos, retratar uma pintura rústica que o compositor havia visto em um dos bares de Copenhague. No primeiro movimento, está representado o homem colérico e impetuoso. O segundo movimento fala do homem calmo e fleumático. O terceiro, o homem melancólico e introspectivo. Finalmente, o quarto movimento menciona o homem sanguíneo, sob uma leitura musical majestosa e impetuosa. Os paralelos com os temperamentos humanos, já nos primeiros acordes, são inegáveis, e levam o ouvinte a uma viagem pelos diferentes momentos presentes em nossa mente. A utilização da forma sinfonia, por sua vez, sugere uma unidade de que todos esses momentos mentais fazem parte de apenas um intelecto, que tem a capacidade de escolher e lidar com todos os aspectos, dependendo de sua necessidade.

Já a peça de Eric Ewazen é uma obra tipicamente americana, que dá ênfase à potência sonora e a grande capacidade expressiva do trombone-baixo. Aliada à escrita tipicamente americana de Ewazen, que muito lembra os filmes épicos e, em alguns momentos, comédias de Hollywood, o concerto impressiona por sua leveza e simpatia ao público. A ORSSE, por sua vez, fará a estreia brasileira desse concerto.

A “Abolição da Escravatura”, peça do brasileiro Brasolim, tem como objetivo descrever, musicalmente, diversos aspectos de toda a história da escravidão no Brasil: os “Navios Negreiros”, os “Senhores de Engenho”, a “Abolição”, entre outros. Sua utilização expressiva dos mais variados naipes da orquestra confere à obra um interesse particular, principalmente nos trechos mais expressivos, em que solistas da orquestra interpretam aspectos separadamente.

Sobre o solista: natural do Rio de Janeiro, Antônio Henrique Seixas, estudou trombone, particularmente, com os professores Sérgio de Jesus e Gilberto Gagliardi, de quem recebeu grande influência em sua formação musical. Graduou-se em trombone pela Escola de Música da UFRJ, onde atualmente é professor de trombone e tuba. Recentemente foi aprovado para o curso de mestrado na Manhattan School of Music e para a Mannes College of Music, ambas em Nova York. Venceu por duas vezes o concurso para solista da Orquestra Sinfônica da Escola de Música, tendo sido o primeiro trombone baixo a atuar como solista nesta orquestra. Ganhou, em 1998, o 3º Prêmio Weril para Jovens Solistas de Instrumentos de Sopro. Participou da Orquestra Sinfônica Jovem Ibero-Americana, em Caracas (Venezuela) e da Orquestra Sinfônica Jovem do Mercosul em 1998 e 2002, atuando em turnê pela América do Sul. Atualmente ocupa o cargo de trombone baixo da Orquestra Sinfônica Brasileira.

Ficha Técnica

Orquestra Sinfônica de Sergipe – Temporada 2009
Teatro Tobias Barreto
05 de novembro de 2009, quarta-feira, 20h30
Valores: R$10 (inteira), R$ 5 (meia)

Guilherme Mannis, regente
Antônio Henrique Seixas, trombone-baixo

Informações e cortesias: (79) 3179-1480/91
sinfonica@cultura.se.gov.br
Patrocínio: Instituto Banese
Realização: Secretaria de Estado da Cultura/ Governo de Sergipe


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Sexta, 06


Beco dos Cocos agora é espaço cultural

O Beco dos Cocos, no passado distante, foi endereço de famosos cabarés da capital sergipana, no recente, abrigava o tráfico de drogas, e há menos de um mês, é local de importantes transformações.

As mudanças tiveram início com a chegada de artistas. Cada um em sua área (grafite, pintura e intervenção urbana) foi contribuindo para a construção de uma nova saída para o beco. Uma saída com acesso direto à cidadania pela arte. E foi com esse intuito de fomentar a arte no Beco que surgiu o coletivo “Beco dos Cocos”. Dele fazem parte: artistas, agentes culturais, representantes de manifestações folclóricas, profissionais da música, do circo e do audiovisual.

A primeira ação do “Beco dos Cocos” é a “Sexta no Beco”, que desde o dia 16 de outubro ,tem marcado presença no calendário da cidade. A cada sexta, várias manifestações artísticas dão prosseguimento a nova rotina dessa rua que faz parte da história de Aracaju.

nesta sexta teremos um convidado especial Patricktor4, em seu primerio retorno a Aracaju desde que esta morando em belém do pará, Patrick chegou recentemente de uma turnê na europa que passou por Alemanha e Holanda, trazendo pra o Beco o que há de mais moderno na música mundial.

Programação “Sexta no Beco”

DJ Patrick Tor4 (www.myspace.com/djpatricktor4)
Cinema no Beco

Local | Beco dos Cocos | próximo à praça General Valadão, Centro
Hora | a partir da 18:30
Data | 06 de novembro | sexta-feira
Entrada | grátis


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A G E N D A do C H O R O

Nessa sexta teremos uma GRANDE noite do Choro, com:

Luciana Rabello e Maurício Carrilho Quarteto convidam Déo Rian!





Luciana Rabello e Mauricio Carrilho recebem Déo Rian no projeto Circular BR

Dia 06 de novembro, sexta-feira, às 20h, Luciana Rabello e Mauricio Carrilho recebem, no palco do teatro Lourival Baptista, o ás do cavaquinho Déo Rian, para a segunda rodada de shows do projeto Circular BR em Aracaju.

A dupla do choro e seu convidado contam com a participação do virtuoso Cristóvão Bastos ao piano e de Pedro Paes ao clarinete.

Patrocinado pela Petrobras Distribuidora, o Circular BR prossegue com a proposta de levar, pelo Brasil afora, a música instrumental de qualidade. Desde sua criação, em 2006, o projeto tem levado músicos dos mais variados sotaques a diferentes cidades do Brasil. "A proposta do Circular BR é apresentar a diversidade da música instrumental brasileira com o intercâmbio de músicos e plateias", ressalta o músico Marcelo Guima, responsável pela coordenação geral e direção artística do projeto que ganhou destaque pelos Estados por onde passou.

Nesta 6ª edição, músicos e convidados se apresentam em 12 shows que percorrem as capitais Aracaju, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Curitiba. A primeira rodada de shows, que começou com o saxofonista Zé Nogueira e seu convidado, o violonista Guinga, apresenta agora Luciana Rabello e Mauricio Carrilho, que convidam o violonista Déo Rian. Em dezembro, para encerrar com chave de ouro esta edição, Marcel Powell, o filho de Baden, recebe no palco Victor Biglione.

Além de formar público e promover o intercâmbio cultural entre músicos e plateias, o Circular BR propicia que a música instrumental brasileira continue a caminhar pelo País.

Sobre os músicos

Luciana Rabello

Iniciou sua carreira aos 15 anos, em 1976, no histórico conjunto Os Carioquinhas, considerado um dos mais importantes de sua geração. Integrou a primeira formação da "Camerata Carioca", que abriu novos horizontes para a música instrumental no Choro. Nesses 33 anos de profissão, atuou ao lado de grandes nomes da música brasileira, tornando-se o cavaquinho mais requisitado por compositores e arranjadores como Francis Hime, Paulinho da Viola, Mauricio Carrilho, Cristóvão Bastos e Radamés Gnattali. De Canhoto, cavaquinista do lendário Regional de Benedito Lacerda, recebeu a benção de "legítima sucessora". Em seu primeiro disco, Lucianal Rabello gravou doze músicas inéditas, oito de sua autoria e quatro dedicadas a ela por diversos compositores.

Mauricio Carrilho
Desde muito cedo se encantou pelo Choro. Mas ao invés de seguir os passos do tio, Altamiro, e do pai, Álvaro, dois flautistas, interessou-se pelas cordas e, mais tarde, especializou-se em violão de sete cordas, tendo como mestre as duas maiores referências neste instrumento: Dino 7 Cordas e Jaime Florence, o Meira e Radamés Gnattali, seu mestre em linguagem musical brasileira. Na década de 70, apresentava-se no conjunto Os Carioquinhas com dos irmãos Luciana e Raphael Rabello e desde então não parou mais de tocar, sempre ao lado de grandes músicos como Elizeth Cardoso, Chico Buarque, Francis Hime, Paulinho da Viola, entre outros. Junto com a amiga Luciana Rabello fundou, em 1999, a Acari Records – primeira gravadora especializada no gênero musical Choro. O músico homenageou nomes como Leonardo Miranda, Joel Nascimento, Altamiro Carrilho, Anacleto de Medeiros com polcas dedicadas a cada um, além de uma valsa e três choros para Nailor Proveta, e um choro para Luciana Rabello.

Nesta edição do Circular BR, a dupla se apresenta ao lado do virtuoso Cristóvão Bastos (piano) e Pedro Paes (clarinete).

Cristóvão Bastos – piano
Instrumentista, arranjador e compositor, o carioca Cristóvão Bastos já trabalhou com nomes como Gal Costa, Simone, Milton Nascimento, Chico Buarque, Rafael Rabello, Edu Lobo e Paulinho da Viola. Com Chico, compôs a famosa "Todo Sentimento", título do último álbum de Elizeth Cardoso, acompanhada por Rafael Rabello. Em sua trajetória figuram nomes como o compositor Abel Silva, com quem compôs "Raio de Luz", cantada por Simone. Há ainda nomes ilustres como Paulo César Pinheiro, Sérgio Natureza, Paulo César Feital e Elton Medeiros. Seu encontro com Paulinho da Viola é especialmente marcante. Foram anos de trabalho conjunto, com Cristóvão nas funções de instrumentist a e arranjador. A música instrumental, notadamente o choro, foi a inspiração.

Pedro Paes – clarinete
Clarinetista, saxofonista, arranjador e compositor, Pedro Paes integra a orquestra Rancho Flor do Sereno e o Sexteto Mauricio Carrilho, com quem gravou os CDs "Sexteto" e "Choro Ímpar", e excursionou pelo Brasil em 2006, pelo Projeto Pixinguinha. Já se apresentou ao lado de Índio do Cavaquinho, Renato Braz, Miúcha, Paulo César Pinheiro, Cristóvão Bastos, Toninho Carrasqueira e Nailor Proveta, entre outros. Em 2007, realizou shows e workshops de choro pela França e Holanda com o Trio Carioca, ao lado de Mauricio Carrilho e Paulo Aragão. Atualmente é professor de clarinete e improvisação na linguagem do choro da Escola Portátil de Música.


Déo Rian
Frequentava rodas de samba no Rio de Janeiro desde criança e logo se interessou pelo bandolim, sobretudo por influência da música de Jacob do Bandolim. Profissionalizou-se aos 18 anos, quando começou a tocar na Rádio Mauá. Após a morte de Jacob, passou o ocupar seu lugar como bandolinista do famoso conjunto Época de Ouro. Gravou dois LPs solo nos anos 70 e formou o próprio conjunto, Noites Cariocas, com quem gravou o disco "Inéditos de Jacob do Bandolim". Em 1982, lançou, no Japão, seu primeiro disco, "Ernesto Nazareth". Em turnê pelo país, Rian passou por cidades como Tóquio, Osaka, Kyoto, Kobe, Nagoya e gravou um CD para o mercado japonês. Em 1994, fez temporada em Santiago, no Chile. No ano seguinte, realizou sua terceira temporada no Japão. Gravou, em 1996, um CD independente com seu filho Bruno Rian: "Choro em família". Seu CD "Inéditas de Jacob do Band olim - Volume II - Déo Rian e Noites Cariocas" (2007) tem apresentação escrita por Sérgio Cabral, e conta com arranjos de Cristovão Bastos e Mauricio Carrilho e participação de músicos como Dirceu Leite, Felipe Prazeres, Pedro Mibielli, Ivan Zandonade e Marcus Ribeiro.

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Serviços:

Luciana Rabello e Maurício Carrilho Quarteto
Convidado especial: Déo Rian
Teatro Lourival Baptista - 200 lugares
End.: Rua Laranjeiras, 2.037 - Getúlio Vargas
Tel: (79) 3179-7550 / 3179-7551 / 8821-3258

Classificação Livre
Ingressos
R$ 10,00 (inteira), R$ 5,00 (meia)

Próximo show:
04/12/09 (sexta-feira), 20h
Marcel Powell Trio
Convidado especial: Victor Biglione


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Bar
Cantinho da Boemia
ÀS SEXTAS-FEIRAS, 20H30

Av João Ribeiro, 1416
(antes do semáforo da ladeira da Colina do Santo Antonio)
Aos sábados a casa recebe o Samba, no mesmo horário.

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Bar
Chorinho do Inácio
AOS SÁBADOS e DOMINGOS, 16 às 21h00
Rua Canadá, 343 - B. Novo Paraíso (é uma transversal da Rua Rio Grande do Sul, próximo à COHIDRO).
Compre o CD do Grupo - contato: Inácio 79 9136-1803

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Bar
Recanto do Chorinho
AOS DOMINGOS, 17h00 às 19h30 (é sério!, depois rola outro som ao vivo)

Além da boa música, a casa serve bebidas, refeições e petiscos para todos os gostos.
Convert R$ 5,00

no Parque da Cidade.

Se apresenta a

Banda do Chorinho

Egnaldo - Bandolim e voz e percussão
Souza Cavaquinho
Saul Violão
Dão violão
Rivaldo & Nancy - voz

às 4ª e depois do chorinho, das 20 às 23h00, seresta.

Contato: Leidinha 79 8135-2330


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Chorinho NAS RÁDIOS
APERIPÊ,
AM - Programa Domingo no Clube,
apresentado por Sérgio Thadeu, o programa, criado por seu pai há quase 22 anos, é uma verdadeira celebração ao Choro, buscando sempre apresentar novidades ou resgatar clássicos do fundo do baú। Um verdadeiro banquete pra quem gosta do ótimo Choro! Vai ao ar todos os domingos das 7 às 9h00
Contato: Sérgio Tadeu domingonoclube@gmail.com


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FM, Programa Choros e Canções,
apresentado por Ricardo Gama, o programa choros e canções vai ao ar na Aperipê FM sempre às 18h, de segunda à sexta.
Contato: chorosecancoes@aperipe.se.gov.br


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Programação da Suburbia:



Sexta – 06/11: Disco Beat e Dj Marcos Mad
Sábado – 07/11: A Fábrica + The Wink (Recife) Dj Marcos Mad

Ingresso antecipado e com preço promocional na Stalker.
Fone: 3042-0704

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Sábado, 07


TEATRO

ANTÍGONA, de Sófocles

Clássico grego apresentado pela Cia Stultífera Navis

(da INFONET)

Referência do Teatro Grego, Antígona foi escrita por Sófocles a mais de 2.500 anos atrás, trata-se de um texto que dialoga sobre várias temáticas, dentre elas, o poder do Estado, do mítico, do amor, da lealdade, da compaixão e do Direito. Destacando-se por ter uma abordagem muito atual, a montagem da Cia Stultifera Navis, traz ainda uma analogia entre a mitologia grega e a mitologia africana

Todos os Sábados, às 20h
R$12,00 (inteira) e R$6,00 (meia)

na Sala Sergipana de Espetáculos, Praça Camerino, 210 Casa Rua da Cultura


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Domingo, 08


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Segunda, 09




apresenta:




às 10h00
na Galeria da BIBLIOTECA CENTRAL DA UFS


O CENARTE é um espaço destinado a alunos e ex-alunos do curso de Artes Visuais Licenciatura da Universidade Federal de Sergipe com o intuito de contribuir para a construção de uma consciência crítica entre os estudantes, ao estimular o debate de idéias, fomentando a cultura a fim de promover a integração entre os acadêmicos.

Acessem o blog: http://artesufs.blogspot.com

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Projeta Brasil Cinemark comemora uma década de incentivo ao cinema nacional

na SEGUNDA-FEIRA, dia 9 de NOVEMBRO, A rede exibe EXCLUSIVAMENTE filmes nacionais em suas 410 salas de seus 50 complexos

Em 2009, o Projeta Brasil Cinemark comemora 10 anos. Neste tempo, já passaram pelas salas da Rede cerca de 1 milhão e 400 mil espectadores, que assistiram as principais produções brasileiras em seus mais variados gêneros: comédia, ficção, romance e documentário, neste dia dedicado exclusivamente ao cinema nacional. A edição deste ano, o X Projeta Brasil Cinemark, acontece na segunda-feira, dia 9 de novembro. As 410 salas dos 50 complexos da Rede no país exibirão somente filmes nacionais - lançados entre novembro de 2008 e outubro de 2009 -, com ingressos custando apenas R$2.

leia mais AQUI


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Rua da Cultura
*texto da comunidade no Orkut


* Realizado pela Cia.de teatro Stultífera Navis o projeto Rua da Cultura foi inaugurado no dia 30 de setembro de 2002 com o intuito de democratizar o acesso a produção cultural sergipana.

Tendo também outros objetivos como criar uma nova opção de lazer onde a comunidade possa ter acesso a teatro, música, dança, poesia, artes plásticas e outras manifestações artísticas e folclóricas além de contribuir para o intercâmbio de idéias da produção cultural de Sergipe.
Democratizando o acesso de todos a esse encontro informal de arte e cultura, também contribuí para estreitar o contato do público sergipano com a produção artística que acontece em nosso estado, estimulando o aparecimento de novos artistas.
O projeto é feito pelos artistas sergipanos que dão sua contribuição de diversas formas, colaborando com a produção e ainda apresentando-se sem a cobrança de cachê.

A Rua da Cultura acontece no mercado municipal de Aracaju, todas as segundas-feiras a partir das 20:30 horas

Contatos: ruadacultura@gmail.com

Aguardem a programação do dia 09/11...


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Quarta, 11



de 11 a 13 de novembro





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Sexta, 13




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Circuito Cultural BR apresenta ao público aracajuano atrações nacionais e locais:

Patrícia Polayne e Toquinho se apresentam dia 13, sexta

e

NaurÊa e Jair Rodrigues se apresentam dia 14, sábado

O circuito Cultural BR será realizado nos dias 13 e 14 de novembro, no Parque da Sementeira, e terá como atrações musicais Toquinho, Patrícia Polayne, Jair Rodrigues e a banda Naurêa.

A programação conta também, para o público jovem oficinas lúdicas de cinema, contação de história, teatro, capoeira, xilogravura, percussão e educativas, promovidas pela Funcaju e Centro de Criatividade.

EM AMBOS OS DIAS ÀS 20h00

ENTRADA GRÁTIS

MAIS INFORMAÇÕES NO SITE DIVIRTA-SE


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Sábado, 14


no CAPITÃO COOK,

GRANDE tributo aos BEATLES



Baixar o anexo original

Dia 14 de novembro, a beatlemania invade o Capitão Cook....


Duas bandas, dois discos homenageados tocados na íntegra, de uma mesma banda: The Beatles. O motivo é nobre. Há quarenta anos, mais precisamente em 22 de agosto de 1969 era lançado mundialmente o que seria o canto-dos-cines pro quarteto de Liverpool, o álbum Abbey Road. Um dos discos mais vendidos de todos os tempos e favorito de alguns dos responsáveis pela obra, como o produtor George Martin, o disco traz baladas (“Something”), rock pesado (“I Want You”) e uma suíte que, nas palavras de Paul McCartney formaria uma “mini-opereta”. O grupo sergipano que terá a corajosa tarefa de executar as 17 faixas de Abbey Road já é bem íntimo do repertório beatle: o Snooze existe desde os anos 90, e hoje em dia conta com James Bertisch, o Rubber Man, para reproduzir os arranjos o mais fielmente possível.

Meses antes das gravações de Abbey Road, os Beatles se enfurnaram num estúdio de filmagens para registrar em filme o processo de composição, ensaios e gravação de um novo disco, a ser interpretado ao vivo. Era Janeiro de 1969, mas o que viria a se tornar o disco/ filme Let It Be só foi lançado mesmo já em 1970, oficialmente já como primeiro disco póstumo, ou seja, os Beatles não mais existiam como grupo. O álbum mais controverso do quarteto é ainda um grande álbum, mesmo com o clima interno não sendo dos melhores. No palco do Cook a Daysleepers defende esse repertório de cabo ao rabo, incluindo “Don’t Let Me Down”, que foi lançado apenas em compacto, mas pertence a esse repertório, e “Across The Universe”, balada bucólica de John Lennon, sem contar os clássicos de Paul “The Long and Winding Road” e, claro, “Let it Be”.


SERVIÇO

The BEATLES – Tributo aos 40 anos de…

Abbey Road

por: Snooze & The Rubber Man

+


Let It Be

por: Daysleepers


Capitão Cook
14 de novembro
R$ 15,00
R$12,00 até as 23h


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PRÓXIMAS ATRAÇÕES...


EXPOSIÇÕES continuam até...

O artista plástico Fábio Sampaio apresenta a exposição ‘Pague Pra Ver', no Espaço Cultural Yázigi até 5 de novembro.

Leia mais: http://www.infonet.com.br/agenda/ler.asp?titulo=exposicoes&id=90673

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dia 27 de novembro
JENNER 85 ANOS: Exposição Comemorativa

“A realização desta exposição na terra natal de Jenner, em comemoração aos seu 85 anos, foi possível graças ao apoio incondicional da Energisa e da Sociedade Semear”, comentou Luíza Silveira, viúva de Jenner.

Jenner Augusto nasceu no dia 11 de novembro de 1924, em Aracaju. Desde jovem, pintava anúncios para cinema, faixas e cartazes comemorativos. Já em 1945 realizou sua primeira exposição individual. A partir de 1947, procurou se integrar ao ambiente artístico da capital sergipana, participando de algumas mostras coletivas. A segunda exposição individual, ainda em Aracaju, ocorreu em 1948, época em que já se sentiam os sintomas da renovação que substituiria os padrões acadêmicos pela perspectiva do Modernismo. Em 1949, nesse novo clima, Jenner realiza o que se considera uma manifestação pioneira da arte moderna em Sergipe: a pintura mural do antigo bar Cacique Chá, em Aracaju, onde se evidencia a influência de Portinari.

Matéria completa aqui: http://www.sociedadesemear.org.br/noticias_ler.asp?cd_Noticia=228


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"Essa é Pra Tocar no Rádio?" (texto do site ARBUP)

É o título de uma música de Gilberto Gil e que resume bem o objetivo do I Festival Nacional de Música da ARPUB: abrir espaço na programação das rádios públicas brasileiras para a nova produção musical do país que não encontram espaços na maioria das rádios comerciais, fazendo com que as rádios públicas sejam muitas vezes a única porta para escoar a riqueza e a diversidade regional dessa produção.

O Festival visa revelar e divulgar gravações de obras musicais inéditas nas emissoras de rádio participantes para cantores, compositores, instrumentistas e arranjadores, valorizando a produção e a diversidade da musical local.

Para a fase nacional, cada rádio enviará as duas músicas que obtiveram as maiores pontuações nas categorias: Melhor Música Com Letra e Melhor Música Instrumental. Depois destas músicas serem veiculadas em todas as emissoras participantes, cinco receberão a premiação em dinheiro nas seguintes categorias: Melhor Música Com Letra, Melhor Música Instrumental, Melhor Intérprete, Melhor Instrumentista e Melhor Arranjo.

(Continua...)

LEIA TEXTO COMPLETO AQUI: http://www.arpub.org.br/index.php?option=com_content&task=view&id=202&Itemid=259


Em Sergipe Patrícia Polayne e Café Pequeno passaram para a fase seguinte.


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MOSTRA DE DANÇAS ÁRABES

PARTICIPAÇÃO ESPECIAL YASMIN NAMMU (ITÁLIA)
FLAVIA KAHINA (SE)






LOCAL: TEATRO TIRADENTES - UNIT CAMPUS CENTRO, RUA SIMÃO DIAS, SEM NÚMERO, CENTRO
DATA: DIA 15 DE NOVEMBRO, DOMINGO AS 19:00

ENTRADA FRANCA


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Terça, 01.12.2009



RELEASE

Os ciganos partiram da Índia há séculos por razões desconhecidas que se perderam no tempo. Percorreram quase todo o mundo com suas andanças, tendo particularmente presença importante no Oriente Médio, Leste Europeu, norte da África e Península Ibérica. De lá eles também vieram para o Brasil na época da colonização, fato ainda não muito divulgado, mas que deve ser considerado ao levar em conta os ciganos como um componente etnológico do povo brasileiro.

Ciga-nos é um espetáculo de dança que relembra a passagem dos ciganos pela Ásia, África e Europa, ao tempo que também é um convite ao conhecimento da presença relevante e legítima dos ciganos no Brasil, algo ainda pouco explorado pelos fazedores de cultura. Sua produção é uma realização do Portal Hanna Belly, dançado por seus alunos e professores, com estréia prevista para 1° de dezembro deste, às vinte horas, no Teatro Tobias Barreto.

O espetáculo intenta, porém, não reproduzir ou reconstituir a trajetória histórica da dança cigana no Brasil, algo ontologicamente impossível, mas realizar uma re-criação reconhecidamente contemporânea com a “tradução” das informações coloniais constantes nos documentos escritos, fontes da pesquisa de mestrado da sua mentora, em danças ciganas, entre elas a oriental e a flamenca.

Trata-se de uma obra artística, mas não somente, pois produz conhecimento ao divulgar características adquiridas historicamente na transação entre culturas de ciganos e dos povos dos locais onde estiveram, principalmente no Brasil, sendo o produto artístico do curso acadêmico de mestrado em Dança (UFBa) realizado pela diretora e coreógrafa Cecília Cavalcante, uma realização casada com a pesquisa e dissertação de mestrado Dança Cigana no Palco Historiográfico: um estudo histórico-cultural acerca da Dança Cigana na Bahia (1718-1763).


Teatro Tobias Barreto, 1° de dezembro (terça-feira), às 20 horas.

Ingressos à venda no Portal Hanna Belly e a partir de 16 de novembro também na bilheteria do teatro e no Shopping Jardins.

Inteira: R$ 30,00 Meia: R$ 15,00



Realização Portal Hanna Belly

R. José Roberto Ribeiro n° 5, Conj. Jardim Jussara. Jardins. Aracaju-SE.
Fone: 79 3043-2822 (das 15 às 21h)
hanna_belly@ig.com.br



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em Minas Gerais acontece:




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Demais poesias vencedoras e menções honrosas do

PRÊMIO JOÃO SAPATEIRO DE POESIA POPULAR 2009


2º LUGAR: MARTELANDO NA PELEJA
Autor: Wedmo Dantas Mangueira Neto 
 
Martelando na peleja

Cantador nordestino, num martelo,
sobre assunto qualquer faz improviso.
Para tudo que existe, se preciso,
cria sempre algum verso tão belo.
Quando empunha a viola num duelo
contra algum oponente não fraqueja.
O seu canto é cutelo que verseja
desferindo o cruel mote amolado.
Cantador de martelo agalopado
martelando oponentes na peleja.

Um martelo bem feito é mais que prece
na viola afinada do repente.
Se ajoelha depressa o oponente
quando escuta o martelo que merece,
tão potente que, às vezes, se parece
com trovão no sertão quando troveja,
com serpente no chão quando rasteja,
ou bezerro no berro malcriado.
Cantador de martelo agalopado
martelando oponentes na peleja.

Cantador nordestino noite afora,
carregando a viola, não tem medo,
caminhando sozinho no lajedo,
se brincar, faz tremer até caipora.
Nego d'água até mesmo se descora
quando escuta a cantiga sertaneja
e o saci, assustado, saculeja
com a força do seu palavreado.
Cantador de martelo agalopado
martelando oponentes na peleja.

Se a palavra sozinha é perigosa,
mais cortante que lâmina afiada,
imagine a palavra recitada
num martelo certeiro em mote e glosa.
Some a isso a garganta poderosa,
que em duelo nem mesmo pestaneja,
pois duelo é somente o que deseja,
e teremos, portanto, um arretado
cantador de martelo agalopado
martelando oponentes na peleja.

Wedmo Mangueira

http://wedmomangueira.blogspot.com/
 
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3º LUGAR: SERVIRAM MINHA CABEÇA
Autor: Ivilmar dos Santos Gonçalves 
 
Serviram minha cabeça
Num banquete improvisado.
Acompanhada de salada
E vinho tinto importado. 
Puseram – na, erguida,
Numa bandeja prateada.
Os olhos atravessados
Por espetos, um em cada. 
Convidaram para o evento
Os figurões da cidade.
Todos muitos salientes
Para degustar a novidade. 
Não se falava em mais nada
Que não fosse a refeição.
Os jornais notificavam
E deu ate na televisão. 
Na data marcada, então,
Estavam todos presentes.
Vestidos bem a rigor,
Exibindo bem os dentes. 
Trataram de cercar a mesa
Sem muita paciência.
Curiosos sobre o prato
De estranha procedência. 
Balançavam os rabos
No assento das cadeiras.
Aqueles mais a nimados
Trouxeram ate bandeiras. 
A solenidade era tamanha
Que lembrava uma procissão.
Mas no lugar do santo
Estava uma cabeça, qual João. 
Não satisfeitos com a demora,
Tampouco com o serviço,
Começaram um burburinho
Que, tal, não ficou só nisso. 
O padeiro, mas atirado,
Ergueu um garfo pontiagudo,
Apontando suas queixas
Contra o prato cabeçudo. 
Outro, que não lembro,
Reclamava um bom repolho.
Falava tanto e tão alto
Que cuspiu no meu olho. 
Estava piorando, assim
A minha servil condição;
Mesmo sendo o menu do dia,
Não merecia aquela malcriação. 
Eram tantas ofensas
Repetidas em coro,
Que no pior momento
Disse bem alto um desaforo. 
O barulho então cessou
Num estaque geral.
Estavam todos voltados
Para o crânio que falava mal. 
Quem primeiro respondeu
A deixa da comida falante
Foi à mulher do prefeito
Num berro horripilante. 
Gritava e gritava;
“O prato esta cru, cru!”
Ajeitava – se e gritava mais:
“Cru, o prato esta cru!” 
“Nu?” Repetiu o velho padre
Enganado pela surdez.
Atirou – se sobre a mesa
Berrando: “Agora é a minha vez!” 
Esqueceu – se que do corpo
Só restava, por sorte, a cuca.
Não tinha tacos nem bolas
O esquartejado sinuca. 
Vieram em seu socorro
Sete apressados coroinhas.
Levaram – no para dentro
Sacudindo as gordas... asinhas. 
O delegado, por sua vez,
Pediu minha prisão.
Acusava-me de desacato,
Vadiagem e extorsão. 
Mas como não tinha braços,
Ficou inútil a algema.
Prender ou não prender,
Eis na mesa o dilema. 
Em ultimo caso,
Pensou-se ate numa coleira.
Mas o absurdo da decisão 
Impediu tamanha asneira. 
Enfim solto, mas na bandeja,
Continuava alvo de injurias.
Preferi calar-me, por ora,
A fim de evitar mais fúrias. 
Um juiz aproximou-se,
Por bem de direito.
Disse que se quisesse
Daria a meu favor um jeito. 
Bastava garantir-lhe
Uma certa regalia:
Quando servida a janta
Fosse sua a melhor fatia. 
Era de mim que falavam,
Da minha cabeça servida!
Uns queriam-na mal-passada,
Outros, muito bem cozida. 
O tabelião, muito engraçado,
Sugeriu uma pimentinha.
Já a dona da boutique
Disse que preferia galinha. 
Os talheres tilintavam,
Os dentes rangiam.
Estava “frito”, bem verdade.
Minhas orelhas ate tremiam! 
Mas foi a primeira-dama,
Outra vez, sempre ela
Cismada com minha fala
Pediu minha volta á  panela. 
O cozinheiro, ma essa altura,
Envergonhado com a situação,
Não sabia o que fazer:
Levar ao fogo ou não? 
Por fim alegou que a receita
Era assim mesmo, diferente.
Quem não sabia apreciar,
Não era fino nem inteligente. 
Calaram-se ante o peso
Da própria ignorância.
Mal sabiam que janta crua
Era sinal de elegância. 
Agora estava decretado,
Nesse banquete, meu fim.
“Uma cabeça devorada.”
Não planejara isso para mim! 
Foi o prefeito quem autorizou
A comilança anunciada
Reclamando para si,
O prazer da primeira dentada. 
Alarmado, não assisti quieto
Minha extinção iminente.
Ameacei mordê-los de volta,
Pois também tinha dentes. 
Tentei protestar ainda,
Convencê-los do gosto ruim.
Carne de cabeça  é dura,
Melhor seria um pudim.  
Apelei para os cabelos
Que cobriam o topo do prato.
Era falta de higiene
Insistir naquele ato. 
Mas as facas e os garfos
Continuavam em minha direção.
Não adiantava reclamar,
Era eu mesmo a refeição. 
No final, já cercado,
Em vias de virar sobra.
Atirei pragas aos presentes
Responsáveis pela obra. 
Tomara que se engasguem
Com um pedaço de miolo.
Vão desejar mil vezes
Ter comido um simples bolo. 
Tenham dor de barriga,
Morram de caganeira,
Sofrerão com a gastrite
E males de todas as maneiras. 
Todos pagarão caro
Pela minha cabeça, meu centro.
Devoram-me por fora,
Agora eu devoro-os por dentro. 
E foi assim que aconteceu
Naquele dia marcado,
Quando serviram minha cabeça
Num banquete improvisado. 
 
 
MENÇÕES HONROSAS: 
O ANDARILHO E O TEMPO
Autor: Edílson dos Santos Batista 
Enquanto dormes no silêncio da madrugada,
Perdes o despertar de um passado
Entre as ruínas do sobrado
Revives lembranças de uma época marcada. 
Recordações são trazidas pela suave brisa,
Com elas o retorno do tempo
A desfrutar magias do momento
Desvendando verdades tão precisas. 
Intercalado ao mundo da cultura,
Entre as noites frias do verão
Em ruas de pedras o caminhar sem direção
Reencontros de lutas e bravuras. 
Vestígios do sofrimento da escravidão,
Aos olhares de um povo atual
Igrejas, sobrados, um museu natural...
Nas madrugadas de um andarilho em solidão. 
Compridas portas se abrem para o indiscutível,
No silêncio quebrado pelo passado tempo
Aflorando no andarilho estranho sentimento
Defasando mistérios do invisível. 
Personagem único das madrugadas de Laranjeiras,
Revivendo sonhos entre rua e ruína
A procura de respostas a cada esquina
Viajando nos contos, folclores e brincadeiras. 
Ilustres deixaram saudades,
Muitos esquecidos nos túmulos da ingratidão
Horácio, Zizinha e até o nosso João
O sapateiro das humildades. 


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HERANÇA
Autor: Lucas Rodrigo Modesto dos Santos 
Outrora me disse o navegante
Que por perto do mercado e do porto
Ouvia-se a todo o instante
O brado e o enfado do roto
Sumaca, patacho ou outro flutuante
Trazia o negro quase morto.  
Aos que chegavam de viagem
E ate mesmo os que estavam de passagem
Alguns, que aguardados com euforia
Não sabiam o que o escravo sofria
Mostravam ter real importância
Mas os fatos não tinham relevância. 
A mudança almejada
Com a Lei Áurea mesmo decretada
E a liberdade tão sonhada
Não vejo ter tanta valia
Mas eu morro no aguardo
Sonhando ver um dia, o ruir da tirania. 
 

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O PEGA DE PEDRO AMARO COM “SEU ZEZÉ” DE BOQUIM
Autora: Gilda dos Santos Costa 
 
Estava eu lá na orla
A cabeça arejada
Então alguém disse: Gilda
Veja só quem vai passando
Quando olho me deparo
Com o amigo Pedro Amaro
“Seu” Zezé acompanhado 
“Seu” Pedro ia na frente
Comjeito muito apressado
“Seu” Zezé dizia:- Pedro
Já demos nosso recado
Não adianta ter pressa
Nossa sina é mesmo essa
O destino esta traçado 
“Seu” Pedro não conversava
E perna chegar querendo
Na Mão esquerda uma pasta
A outra o vento tangendo
E “Seu” Zezé se esforçava
Em Pedro não encostava
Nem ele indo correndo 
Velocidade era tanta
Que Zezé ficou pra trás 
Para o calete de Pedro
Derrota não lhe apraz
Somente chegar queria
E se for capaz, queria,
Então me pegue, rapaz! 
Com toda essa disputa
“Seu” Zezé quase estremece
Não sabe se vai chegar
Mas também não esmorece
E fica no anteparo
Só pra ver se Pedro Amaro
Do amigo se compadece 
Pedro com olho no ponto
De onde sai à  marinete
Já pensa em sua vitória
Todo coberto em confete
Como herói aclamado
Pelo povo admirado
Rodeado de tiete 
E eu só apreciando
Aquele pega danado
“Seu” Zezé acelerando
Sem ver nenhum resultado
Vantagem já se esboçava
Pedro nem sequer olhava
Pra esse ou pra aquele lado 
Pra distrair o amigo
“Seu” Zezé foi tapeando
Disse eu não tenho pressa
Confiante eu vou andando
Você ganha na passada
Mas no resto dá  mancada
Eu, com Jesus, to chegando 
Então desafiou Pedro
Querendo lhe dar o bote:
- Vai ai botando banca
Vestindo belo capote
Mas no dia do juízo
Vai sair no prejuízo
E eu soltando pinote 
E “Seu” Pedro já sabendo
Onde o diabo se esconde
A manhã de seu Zezé
Ele viu como responde
Não desviava o sentido
Sequer lhe dava ouvido
De olho não sei aonde 
Pedro, amigo, não se avexe
A noite é uma criança
Se não chegarmos já, já
No caminho se descansa
Problema não há  de haver
Nem pra mim, nem pra você 
Pois nossa “muié” é a mansa 
“Seu” Pedro nem escutava
Porem foi logo dizendo
Zezé olhe a marinete
Já tamos quase perdendo
Essa praia de Atalaia
Tem tanto rabo de saia
E eu, delas, tô  correndo 
Nós já somos vacinados
De tanta “experiência”
De mulher temos segredo
Acumulamos sabença
No inicio tudo são flores
Não se declaram as dores
Mas depois vem a sentença 
Danado Pedro ficou
De tanto ser cutucado
Parecia um furacão
Andava bem apressado
Nem se em caminhão montasse
Não tinha quem lhe pegasse
Ô rapaz obstinado!  
Zezé ouça com cuidado
Um recado pra você 
Através de João Firmino
Zé da Luz vem lhe dizer
Não se faça de rogado
Assunte bem assuntado
“É crime não saber ler.” 
Não saber ler no amigo
Quando quer chegar na frente
Numa trapaça bonita
Bem armada, bem decente
Zezé você  tome jeito
Mantenha por mim respeito
Olhe a amizade da gente! 
Meu amigo isso e aquilo
Bam, bam, bam, o tempo é nosso
Conversa vai outra vem
Zezé quase dá  um troço
Bebe água da Ibura
Sabe que não se mistura
Ladainha com Pai-Nosso 
Esse Zezé de Boquim
Só porque sabe de treita
Ao lado de Pedro Amaro
Numa amizade perfeita
Pensou deitar e rolar
Pedro sem desconfiar
Do negocio se aproveita 
De longe já se avistava
A marinete encostando
E Pedro Amaro na frente
“Seu” Zezé já arquejando
Êta peleja danada
Por ninguém nunca sonhada
E eu só apreciando 
Quando subiram naquele
Que levava o seu destino
Gargalharam e disseram
Isso é coisa de menino!
Correndo, fazendo pega
Vitalidade não nega
Que o remédio é  divino! 
“Seu” Zezé disse: - Eu não bebo
E Pedro Amaro: - Eu também 
Por isso uma caminhada
É coisa que só faz bem
Ainda mais nessa calçada
Cercado da mulherada
Eu chegava ate Belém 
Pedro Amaro preveniu
- Zezé CE tome cuidado
Se o coração se danar
Você fica aperreado
Homem com setenta anos
Tem que manerar nos planos
Ou então corre apertado! 
Nessa corrida d’agora
D’ agorinha ainda há pouco
Eu quase me arrebento
E você foi por bem pouco
Os dois se vangloriando
Coração acelerado
Pra chegar foi um sufoco! 
Dali ate o Bugio
Pouco mais de meia hora
Avenida Poço do Mero
O numero não lembro agora
Seu Zezé estava em casa
E foi bem acompanhado
Por Jesus que ele adora 
Quase perdem a marinete
Lá na orla festejada
Também se perdessem essa
Pendenga tava arrumada
Mulher briga se estressa
Não quer saber de conversa
Êta confusão danada! 
-A sua que não  é crente
Que briga se descontrola
A minha é coisa de Deus
Me compreende na hora
Zezé pra cá  e pra lá
Abraço, beijo e um chá
Rizinga mandam embora 
- Pedro meu amigo, aprenda
Lição desse amigo seu
A mulher é uma prenda
A maior que Deus lhe deu
Trate ela com carinho
Chegue falando baixinho
E o resto não digo eu 
É só sossego, ter sorte
Pra viver, pra desfrutar
Não minta, não se embarace
Seja um marido exemplar
Presente no dia-a-dia
Pra conquistar simpatia
E ela a ti se apegar 
A colher não meto eu
Digo mas não tem receita
Vivencia que Deus me deu
Com a sua você  se ajeita
Viva com sua mulher
Fazendo o que ela quer
E nunca chega com treita 
Assunto de homem e mulher
É papo muito estudado
Se pesquisa, se discute
Mas não chega a um resultado
Vamos findar a pendenga
E deixar de lenga-lenga
Que Zezé já  ta cansado 
-Mas Zezé, me diga agora
E seja mesmo sincero
Você que reside na
Avenida Poço do Mero
Da peleja que pegamos
Quase que nos estrepamos
Outra dessa eu não quero 
O homem quando é  novo
Valente, cheio de “asa”
Pega na ponta do touro
Esbraveja, cospe brasa
Hoje sou experimentado
Um Pedro bem reservado
Pra mulher que tenho em casa 
Esse negócio de herói
De atleta afamado
Não é pra mim nem pra você 
Cordelista inveterado
Nossa praia é  escrever
Aí dá pra se prever
Bons frutos, bom resultado 
Quem quiser que se arvore
Com pluma, paetê, brilho
Eu cá estou satisfeito
Vivo sem sair do trilho
Tenho uma boa “mule”
Passeio em catulé
E canto meu estribilho 
Canto de um jeito ou de outro
A afinação não importa
A história só  começa
Depois de cerrar a porta
Na real e no cordel
Personagem menestral
Chove sempre em minha horta 
Viver é arte de gente
Eu já fui bom professor
Hoje como aposentado
Sou bom escrevinhador
Do cordel tiro uns trocados
Faço versos afinados
Pr’ o povo apreciador 
Digo a Zezé meu amigo
Companheiro de oficio
Um bom cordel lava a alma
Vale a pena o sacrifício
Lhe trazendo muito gosto
Nos livrando do hospício 
Digo isso porque hoje
O mundo esta revirado
O cabra vai se cuidando
Ou termina condenado
Por isso aquele que escreve
Tem a cabeça bem leve
Ô trabalho abençoado! 
A autora destes versos
Esta aliviada assim
Depois de todo o domingo
Fazendo o seu folhetim
Registrando um pega raro
Que houve entre Pedro Amaro
E “Seu” Zezé de Boquim.

2 comentários:

  1. Bacana a divulgação dos poemas vencedores. Só tive contato com os outros poemas premiados através desse blog. Abraço!

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  2. Só uma pequena correção quanto ao um verso do meu poema.

    Na última estrofe o correto é "num martelo certeiro em mote e glosa." e não "num martelo certeiro em monte de glosa".

    Agradeceria se pudesse editar esse pequeno erro, obrigado!

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